sábado, 5 de setembro de 2015

Ten stitch blanket - prenda de casamento

O ano passado recebi o convite para o casamento de uma prima e decidi logo fazer uma prenda, em vez de oferecer dinheiro aos noivos, pois sabia que a minha prima é daquelas pessoas que valoriza o que é feito à mão e aprecia o empenho que é colocado num trabalho.

Pensei primeiro num conjunto de lençóis, depois ocorreu-me que ela é daquelas pessoas a quem a família fez o enxoval desde o berço...., logo tem carradas destas coisas. Passou o tempo e em JANEIRO, a 7 meses da boda..., pensei que seria uma boa ideia tricotar uma manta.

Optei  pelo Ten Stitch Blanket, que se faz mantendo apenas 10 pontos na agulha e que se tricota na íntegra, ou seja, nada de tricotar blocos individuais que depois têm de ser cosidos uns aos outros. Tem também a vantagem de se poder tricotar em qualquer lã que se queira, adequando as agulhas à mesma - não é necessário fazer uma amostra prévia para se ver a tensão dos pontos.

Munida das instruções, disponíveis no Ravelry, e deste vídeo, faltava-me a lã, que teria de ser de um tom neutro, dado que a prenda se destinava a um casal e para não destoar da decoração da casa deles.

Andei a ver preços e marcas de lã por cá e, face aos custos que encontrei, optei por mandar vir a lã de uma loja online inglesa-  a Love Knitting -  onde encontrei a melhor relação preço/quantidade e com a composição que queria - acrílico/lã, de forma a que a manta possa ser lavada na máquina (a minha prima tinha um treco se lhe oferecesse uma manta de lã que tivesse de ser lavada à mão). 

A 11€/aprox. 800m/400g (205% lã-75% acrílico) cada novelo, considerei que era um preço justo. A escolhi foi esta mas em tamanho XL

Comprei igualmente agulhas circulares de 5mm da Addi, são uma maravilha! Extremamente leves, não cansam as mãos, o que é fundamental num trabalho que iria demorar alguns meses a concluir.

Ora bem, comecei a tricotar no dia 26 de janeiro e impus a mim mesma que teria de tricotar 1h por dia, no mínimo, para ter a  manta pronta a tempo. Aproveitei ainda 15/20 min da hora de almoço, enquanto consegui levar a manta comigo para o trabalho (chegou a um ponto que se tornou muito volumosa) e passados 7 meses,  obtive isto:


(aqui já na casa do casal, pois esqueci-me de tirar fotos antes de a embrulhar)

Para rematar, fiz umas quantas voltas em croche, com pontos altos


A manta acabou por ficar com 1,50m x 1,50m aproximadamente. Foi um projeto que gostei muito de fazer, não é complicado (passado a fase inicial de tricotar os cantos) e os meus primos gostaram.

Foram 7 meses de tricot a todo o vapor, mas tenho de dizer que em abril/maio tive de abrandar o passo, pois os meus pulsos começaram a ranger acusar o desgaste do ritmo a que andava a tricotar.

Agora, se alguém souber onde posso encontrar em Portugal novelos de lã semelhantes aos que comprei em Inglaterra, agradeço desde já a informação. É que quando andei à procura de lã por cá, o pouco que encontrei ou não era adequado ou era a preços proibitivos, o que lamentei pois preferia dar o dinheiro a ganhar a uma loja portuguesa.

Também fiz o vestido que levei ao casamento mas esse fica para um próximo post.

Até à próxima

domingo, 12 de outubro de 2014

Tapete para carrinhos/ Car playmat

Long time, no see

Mais de um ano depois, volto a escrever no blog. 

Foi um ano complicado e com muitas despesas inesperadas, o que me levou a cortar drasticamente nos gastos com tecido. 

Para reduzir despesas, utilizo os materiais que tenho em casa (ao longo dos anos fui juntando um stock jeitoso :s) e aproveito os tecidos de algumas peças de roupa que me foram dadas para esse mesmo fim.

Tenho costurado - babetes para os filhos dos amigos, roupa interior, um casaco etc, mas as fotos não têm chegado até aqui :) 

A semana passada acabei uma prenda para o filho de um colega, que fez 2 anos - tapete para carrinhos (playmat em inglês). Só tive de comprar o feltro, que não tenho no meu stock.

O feltro não é o meu material preferido para trabalhar mas acho que até nem ficou mal de todo. Ora vejam:

(não parece mas o tapete está direito, as fotos é que ficaram tremidas e, pf, esqueçam o pormenor dos comandos em cima da mesa)

Com direito a um heliporto






garagem (as letras foram recortadas à mão também)


e um jardim com lago.


Os elementos do tapete foram todos cosidos à mão, o que fez com que demorasse muito mais do que o que tinha pensado a acabá-lo (iniciei o tapete em setembro). A estrada foi caseada com fio de crochet metalizado e o lago, a árvore e o heliporto foram tb caseadas com fio de crochet com vários tons de azul.

Para fechar e transportar o tapete, é só dobrar no sentido do comprimento e depois virar as extremidades para dentro. As alças são um pormenor giro e que preferi às fitas de atar que vi noutros tapetes






O rebordo, do mesmo tecido da base do tapete, foi cosido à máquina ao lado em ganga e depois virado para dentro e cosido à mão.


Tenho provas (fotográficas) que atestam que o presenteado gostou da prenda, o que compensa largamente o trabalho que tive. 

Até à próxima.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

You Need a Budget

Alguém conhece/utiliza este software? Trata-se de uma programa, que permite fazer e controlar orçamentos. É um produto pago mas permite um trial gratuito de 34 dias, sem qualquer registo.


Já fiz o download e estou a experimentar todas as funcionalidades. Até ver, é uma ferramenta útil. Vamos ver se vale a pena avançar para a compra ($60/45€), findo o trial.

Cheers

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Cake Patterns - Cabarita top

Cake Patterns é uma empresa australiana de moldes de costura, criada pela Steph,  autora deste blog, onde encontram o molde Blank canvas Tee, disponível de forma gratuita, e que já utilizei por duas vezes, aqui e aqui

Os modelos Cake da Steph distinguem-se por permitirem a personalização do molde às nossas medidas, dado que as costuras laterais não vêm traçadas (no site, encontram informação detalhada sobre esta questão).

Há modelos mais vocacionados para principiantes, com ilustrações detalhadas para a construção do molde, e modelos mais orientados para pessoas com mais experiência - os Riff , cujas instruções são apenas escritas, sem qualquer ilustração.

Quer o site, quer o blog da Steph estão recheados de informação e tutoriais e a própria Steph é extremamente acessível e disponível para esclarecer qualquer dúvida, como já pude constatar.

Viciada em moldes como sou, tenho um de cada* - O Tiramisu knit dress patterm, que foi o primeiro molde lançado pela Steph, e o Cabarita top (um dos Riff). Ambos podem ser comprados em formato papel ou em pdf, sendo que neste caso, terá de se montar o molde.No meu caso, tenho um de cada.

   

Quando a Steph lançou o Cabarita, fiquei logo apaixonada e comprei-o passado pouco tempo. Fiz uma versão de teste, dado que o molde não completamente traçado, permitindo-nos personalizar as medidas (mais ou menos folga, mais ou menos comprimento).
 
(o top está direito, só que não assenta bem no manequim, cujas medidas não são iguais às minhas...)

Outra característica que me atraiu, foi o facto de este top ser reversível, como se pode ver nas fotografias.



















As instruções recomendam que se pesponte os valores das costuras nas costas e ombros, para garantir uma maior resistência do top ao uso. Foi isso que fiz mas como como no meu top, o pesponto ficou bastante irregular...Provavelmente irei removê-lo.  A ver vamos...

A seguir, os moldes da Style Arc, acabadinhos de chegar também da Austrália....

Cheers  (à boa maneira australiana...)
A Rebelde Sem Casa

* Para que não surjam dúvidas, paguei ambos. Sou uma cliente satisfeita, apenas.

domingo, 2 de junho de 2013

Novo top - Burda Style 2-2013-113

Descrição da revista:

"Peça extremamente confortável e atraente, ideal para um dia bem passado na cidade: A blusa cintada tem um efeito sofisticado a meio do decote, mais simples de executar do que possa parecer. Basta fazer uma simples prega funda, franzi-la e fixar o franzido por dentro".



Como não tinha tecido suficiente para cortar as vistas do decote, utilizei um tecido de outra côr, que não destoasse do tecido principal. Também rematei as mangas com tiras desse mesmo tecido (as fotos revelam ligeiramente esse tecido...opção de designer, coff coff...)

Não sei o que terei feito, ou se é apenas do meu escasso 1,62m,  mas o top, usado como se vê nas fotografias, em mim fica muito comprido, com semelhanças a roupa de maternidade....Costumo prender a bainha nas calças, o que lhe dá um estilo tipo tulipa, bastante mais elegante, na minha opinião. Poderia abrir  a bainha e encurtar o top mas desfazer pontos em tecidos com elasticidade não é algo que aprecie fazer, por isso esta é a solução possível.

Cortei o tam. 34 e é por essa razão que no meu manequim  tam. 36, o top parece estar apertado na zona do peito.

Outro ponto a destacar, é o decote, baixo como tudo (característicos dos modelos da Burda Style). Tenho sempre de usar um top de alças por baixo. Se tornar a fazer, terei de subir o decote uns bons centímetros.



Não é um modelo que apresente grande dificuldade, a parte mais complicada é a prega frontal, dado que as instruções são um bocado confusas, como aliás todas as reviews deste modelo referem.


Agora, se eu encontrasse um tecido igual ao mostrado na revista....


See you soon
A Rebelde sem Casa