domingo, 16 de maio de 2010

Lazy Days Skirt

Fiz esta saia para oferecer à minha sobrinha mais nova :) É um projecto rápido e fácil - basta uma largura de tecido no comprimento de saia pretendido, elástico e um galão. O molde é grátis e encontram-no aqui, a par das instruções completas.




O pormenor do galão


Agora, é só esperar que a E. goste da saia! :)


Rustyboobz

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Burda Style 3/2010 - 128

Num domingo em que me estava a sentir ligeiramente entediada, resolvi costurar algo simples e em que pudesse aproveitar um retalho de jersey que tinha encontrado com um preço simpático na Feira dos Tecidos. O jersey não é decididamente um dos meus tecidos favoritos para trabalhar, mas reconheço que tem um preço razoável e que assenta bem na maior parte das pessoas.

Depois de vasculhar a minha colecção de revistas Burda, lá me decidi por este modelo da revista de Março de 2010 - uma tshirt larga, com decote em barco e uma banda para atar na cintura.
A fotografia assusta mas o desenho técnico lá me convenceu.



Foto cortesia do site Burdastyle

Fiz duas alterações ao original: encurtei-o 20 cm, de forma a que o top terminasse na altura da cintura (o original é demasiado comprido para o meu 1,62m) e optei por não terminar as mangas com os punhos, deixando-as largas.





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O pormenor das mangas

Fiquei com um top leve e de manga comprida, bom para os dias que correm, em que nunca se sabe que tempo vai fazer.

Rustyboobz

sábado, 8 de maio de 2010

Ligações

Na iminência de uma nova mudança de casa (a 3ª em 3 anos!), é altura de começar a ver o que tenho de levar e o que se tornou, entretanto, prescindível. E a grande questão, de momento, é o que fazer aos meus caixotes do tempo da Universidade, que andam atrás de mim há já uns anos.

São 6 anos de apontamentos de aulas, fotocópias, encadernações, todo um passado encaixotado, que não sendo já necessário (a minha actual actividade profissional em nada está relacionada com Línguas e Literaturas Modernas, a minha área de formação), que ocupa imenso espaço no sótão, e que deveria encontrar o caminho para a reciclagem e no entanto.... tenho ainda uma ligação emocional a todos aqueles documentos, uma certa sensação de conforto, de dever cumprido, ao olhar para aqueles caixotes.

Racionalmente, sei que nada daquilo me vai ser necessário no futuro, que tenho meios e capacidades de recuperar toda aquela informação, que esta ligação idiota ao passado e a um amontoado de coisas não é nada típica de mim e, no entanto, ainda me dói o coração ao pensar em deitar tudo fora.

Os anos da Universidade foram um período de crescimento pessoal onde aconteceu de tudo um pouco. Porém, não sou daquelas pessoas que diz 'quem me dera voltar ao tempo em que andava na Faculdade'. Foi uma ÉPOCA mas passou e outras se seguiram igualmente desafiantes e desconcertantes - sou uma feroz adepta da sabedoria popular 'para a frente é que é caminho'.

E, apesar de toda a racionalidade, cá estou eu a discorrer sobre a minha ligação emocional a objectos que já não têm qualquer utilidade para mim. O que fazer? Pois, não sei...talvez arranjar outra casa com sotão? :)


Rustyboobz

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Casas



Andava ontem à noite pelo Apartment Therapy quando encontrei este post, que fala sobre sair de uma casa onde realmente se gostou de viver e o impacto emocional que tal acto pode ter sobre as pessoas, o que me fez pensar sobre as casas onde vivi e as boas e as não tão boas-quanto-isso recordações que cada uma delas (ainda) me traz.

A primeira casa de que me recordo era a da minha avó, onde a minha mana passou horas, até aos meus 6 anos, a tentar ensinar-me a dizer a letra S (não conseguiste mudar nada, mas obrigado à mesma P.!). Era a casa onde a minha avó esperava que eu chegasse da escola para lancharmos juntas. Posso dizer-vos que torradas com café ao lanche nunca mais me souberam ao mesmo, depois da morte dela.


Lembro-me também de uma moradia onde vivi cerca de 10 anos, e que começou por ser um sonho e se tornou, ao longo dos anos, um pesadelo, ainda não totalmente sanado. Lembro-me de brincar no jardim com os meus cães, de tentar manter as galinhas longe do cão de guarda, felizmente ignorante das tempestades que se avizinhavam.


Com a Universidade, veio o advento das residências universitárias. E que tempos foram esses! Primeiro, as residências privadas, pertencentes a congregações religiosas femininas (onde era obrigada a entrar em casa até às 23h, caso contrário dormia na rua), e depois a pública, da Universidade de Lisboa. Conheci pessoas do país inteiro, arranjei uma grande amiga, diverti-me, namorei, estudei, chorei e ri, e percebi que a vida em comunidade não é decididamente para mim.


Com o primeiro emprego, veio uma casa no Estoril, literalmente à beira-mar plantada e, essa sim, marcou-me para o resto da vida pela sua localização. A proximidade do mar e da praia , a liberdade que lá sentia, deixaram marcas. Lembro-me de sair de Cascais (onde trabalhava) e ir a pé para casa paredão fora a apanhar sol, totalmente relaxada. depois de um dia de trabalho. Quando ia a Lisboa, o melhor era o regresso a casa de comboio, que acompanha o rio e o mar entre o Cais do Sodré e Cascais. Ainda hoje, quando vou ao Estoril, tenho a sensação de que respiro melhor. Foram bons tempos, a que se seguiram anos ainda melhores.


O regresso à Universidade implicou uma nova mudança, de regresso a Lisboa e a uma casa partilhada perto do rio Tejo, em Alcântara. Foi um tempo de aventuras, de novos desafios pessoais e profissionais e novas pessoas. Esta zona continua, ainda hoje, a competir com o Estoril como o meu lugar preferido no mundo.

Quando vou a Alcântara ou ao Estoril, apetece-me gritar 'aqui sou feliz!' mas depois começo a pensar que não vou fazer publicidade de graça e fico calada.


Hoje, a morar nos arredores da capital (nova mudança!), tenho pena de não poder voltar a morar em Alcântara, devido ao preço escandaloso das casas. Quando desço de Monsanto para a Ajuda , há uma zona onde se vê uma nesga do rio, enquadrada pelos prédios e gruas, e posso-vos dizer que suspiro cada vez que aí passo!


Quanto à casa actual, é um sítio impessoal num sítio incaracterístico, com vizinhos idiotas, e de que não vou ter saudades algumas.


E aqui ficam as casas das minha vida, num registo algo nostálgico muito pouco frequente na minha pessoa.

Rustyboobz

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Burda Style 4-2010-127 [com fotos]

Há cerca de 2 semanas atrás a minha afilhada informou-me que teria de ir à Profissão de Fé dela no dia 25 de Abril. Ora bem, o meu guarda-fatos não tinha nada apropriado para esta ocasião e, com a minha costumada falta de paciência para compras, decidi que seria boa ideia fazer um vestido para levar.

Depois de rever todas as revistas de moldes que tenho, a escolha recaiu sobre este vestido, que aparece na Burda de Abril. E embora o modelo não pareça muito adequado à ocasião, no dia da cerimónia, levei um casaco branco de malha, o que logo deu um ar mais 'sério' ao vestido.



O tecido que escolhi é lilás escuro, com elasticidade, e com bastante corpo, à falta de expressão melhor. Infelizmente, as fotografias que tirei não mostram muito o vestido, mas por esta fotografia já têm uma ideia de como assenta.




O vestido é justo, apresenta um painel central, e é bastante travado, o que não apresenta qualquer problema, a não ser que se tenha de subir degraus altos, tipo aqueles que se sobem para chegar a um palco onde se vai ler um texto perante as crianças e respectivas famílias.

Digamos que passei parte da cerimónia a olhar para os degraus e a calcular se o vestido me permitiria subi-los sem dar muito nas vistas ou cair dos degraus abaixo à saída. Felizmente, correu tudo bem, sem qualquer incidente :D

O que mais me custou foi colocar o fecho invisível! Passei duas noites de volta dele e ainda consegui estragar um fecho! Fora isso, e se não se contar com a minha aselhice, a montar o painel central, correu tudo bem.

Aqui ficam as fotos do vestido na Penélope, o meu busto :) [a paciência não abunda por aqui, nos últimos tempos, daí não haver fotos minhas com o vestido]







O pormenor da manga


E agora, o que se segue? Exactamente, por esta ordem:
  1. Mala para a afilhada
  2. Saia para a sobrinha (irmã da afilhada)
  3. Este vestido - está em teste com tecido barato (para quê escolher projectos fáceis :p)

Rustyboobz