domingo, 28 de março de 2010

Buñuelos



Depois de um passeio pela praia, a aproveitar o início da Primavera, apetecia-me uma pequena gulodice, saborosa e rápida, que os domingos não foram feitos para estar na cozinha :)

Escolhi fazer os buñuelos - pequenos bolos fritos de origem espanhola - do livro Na cozinha com Nigella.

O que interessa nesta receita é a rapidez. Os meus bolinhos ficaram mais escuros que os da foto do livro, porque os deixei mais uns segundos do que devia na frigideira. No entanto, estão saborosos.

O óleo tem de estar muito quente, para evitar que os buñuelos absorvam gordura em excesso.


Ingredientes
(receita adaptada)

1 ovo
60 ml leite
150g farinha
1 c.c. fermento
1 c.s. gordura vegetal
Óleo qb para fritar
Açúcar em pó para polvilhar

Bater o leite e o ovo numa taça. Noutro recipiente, misturar a farinha, o fermento e a manteiga. Adicionar a mistura de leite e mexer até obter uma massa cremosa (se necessário, acrescentar mais farinha).

Com as mãos molhadas, formar bolas de massa do tamanho de tomates-cereja e colocar no óleo quente. (As bolinhas de massa têm mesmo de ser pequenas, caso contrário o interior irá ficar com uma consistência de massa. Eu devia ter feito as minhas mais pequenas)

Deixar fritar durante cerca de 1 minuto. Retirar e deixar a escorrer em papel de cozinha.

Colocar num prato e polvilhar com açúcar em pó peneirado.

Boa semana

Rustyboobz

sábado, 27 de março de 2010

Exfoliante para pés




Os exfoliantes são daquelas coisas que gosto de ter mas que não me apetece pagar :). A solução, claro, é fazê-los. Aqui, encontram o exfoliante corporal que fiz. Hoje, mostro o meu exfoliante para os pés. E, garanto-vos, funciona mesmo!

O ingrediente principal são feijões adzuki, que encontram em lojas de produtos naturais. Estes feijões, pequenos e avermelhados, muito utilizados na cozinha japonesa, apresentam um alto teor de proteínas, fibras, vitaminas B e sais minerais, sendo conhecidos por terem efeitos benéficos sobre os rins e o fígado. Quando triturados, fazem um exfoliante suave, que deixa a pele ultra-macia. A receita veio de uns dos meus livros de produtos naturais.

Ingredientes
50g feijões adzuki
20 g sal fino
40 ml óleo de amêndoas doces
30 ml glicerina
20 gotas de óleo essencial de pimenta-hortelã
10 gotas de óleo essencial de alecrim

Triturar os feijões até ficarem em pó. Misturar, numa taça de cerâmica/vidro, com o sal, adicionar a glicerina e mexer. Adicionar o óleo e mexer até obter uma pasta (se necessário, acrescentar mais óleo). Adicionar os óleos essenciais, mexer e guardar num frasco de vidro.

Custo aprox.: 1,80 €
Validade: 6 meses

Mini-tratamento de spa para pés
(a realizar uma vez por semana)
  1. Colocar os pés de molho em água quente durante 10 min, (podem adicionar umas gotas de óleo essencial de pimenta-hortelã).
  2. Espalhar óleo de amêndoas doces nos pés e voltar a colocá-los na água.
  3. Aplicar o exfoliante.
  4. Colocar os pés de novo na água para retirar o exfoliante.
  5. Secar os pés, sem os esfregar.
  6. Aplicar um bom hidratante.
  7. Calçar meias de algodão e levantar os pés durante pelo menos 1h OU fazer isto tudo à noite e dormir descansada durante 8h. (É o que eu faço e acordo com uns pés ultra-suaves).

Espero que gostem deste exfoliante!

Usando o Google, encontram várias receitas para cozinhar o resto dos feijões.

Rustyboobz

segunda-feira, 22 de março de 2010

Livros

Quando decidi dedicar-me a uma vida ecologicamente responsável e mais saudável, usando produtos, quer de beleza, quer de limpeza, feitos por mim, comprei uns quantos livros sobre estas temáticas.

Embora haja imensa informação online sobre estes assuntos (muita vinda dos livros que comprei), continuo a pensar que se deve sempre começar por ler livros, com receitas já experimentadas e que, assim, poderemos escolher com mais segurança. Além disso, começando por ler livros que contêm o 'b-a-ba', já se olha com olhos críticos para as coisas que se encontram online, sendo mais fácil destrinçar entre o que vale a pena fazer e o que não será tão útil quanto isso.

A grande questão que se põe com este tipo de hobby é que se encontra relativamente pouco desenvolvido em Portugal, podendo haver alguma dificuldade em encontrar as matérias-primas para o que se pretende fazer - até agora, foi relativamente fácil encontrá-las, embora tenha encomendado algumas coisas através da Internet. Às vezes sai mais barato mandar vir coisas de Inglaterra do que calcorrear Lisboa inteira para depois descobrir que não existem.

De momento, tenho 4 livros sobre produtos caseiros: 2 sobre produtos de beleza, 1 sobre produtos de limpeza e 1 com am
bas as temáticas. Comprei-os com base em informação que fui lendo no Amazon e nos blogs que visito e nas pesquisas que fiz através do Google. Quanto a preços, nenhum tem um preço exagerado (o que iria contra o espírito de poupança que se pretende implementar.)

The holistic beauty book





foi o primeiro livro que comprei e apresentar, como o próprio nome indica, receitas para produtos de beleza. Foi como base neste livro que fiz o creme facial e o meu exfoliante para os pés que estou a usar de momento. Gosto deste livro, as instruções são claras, contém um capítulo introdutório sobre diversos assuntos, e inclui receitas para se comer de forma mais saudável. Quanto as ingredientes, são mais ou menos fáceis de encontrar.




De momento, é o meu livro preferido para limpar a casa. As receitas são práticas, simples e acessíveis em termos de ingredientes. Abrange desde a limpeza da cozinha até à do escritório. Daqui já fiz o produto para limpar o lava-loiças e o ambientador de gelatina, bem como um produto para limpar o WC. Recomendo-o a quem não quiser perder muito tempo à procura de receitas.


Better basics for the home



É um dos livros mais recentes que tenho, pelo que ainda não tive muito tempo para o analisar, embora, pelo que li online, seja uma obra de referência no campo de viver a vida de forma mais verde. Contém tanto receitas para produtos de beleza, como para produtos de limpeza. É daqui que vem a receita para o creme de barbear que fiz, embora eu a tenha encontrado por outras vias. Também já fiz detergente para a roupa e para a loiça a partir deste livro (o da roupa foi um total sucesso, o da loiça, embora eficaz não me satisfez totalmente).
Aqui podem ler parte do livro.






Outra das novas chegadas aqui em casa. Apresenta receitas para produtos de beleza. Mal tive tempo para o ler, pelo que não me posso pronunciar por enquanto.

Espero que este post seja útil para alguém. Caso tenham alguma dúvida, deixem comentários ou mandem-me um mail.

Rustyboobz

sábado, 20 de março de 2010

Como limpar o lava-loiças sem prejudicar o ambiente



Enquanto preparo o post sobre os meus livros de produtos caseiros, aqui fica uma sugestão, já experimentada por mim, para deixar um lava-loiças de alumínio a brilhar, recorrendo a produtos da dispensa.

Ora bem, numa taça, misturar 1/2 chav. vinagre, 1/4 chav bicarbonato de sódio (juntar este aos poucos ou vão criar uma mini-erupção), e 3 gotas óleo essencial de alecrim, limão ou laranja. Mexer bem.

Lavar o lava-loiças com água quente. De seguida, espalhar a mistura de bicarbonato de sódio e esfregar com uma esponja ou pano. Lavar novamente o lava-loiças com água quente de forma a eliminar quaisquer resíduos de bicarbonato. (Podem, também, espalhar vinagre pelo lava loiças antes da lavagem final com água quente. Eu considerei que não havia necessidade para tal e fiquei-me pela água quente).

Com esta quantidade de produto, esfreguei o lava-loiças de alto a baixo incluindo a torneira e os ralos. Além de limpar, desinfecta e deixa ainda um cheiro agradável nos canos. Tudo isto sem grande esforço e sem despejar químicos nocivos cano abaixo.

Rustyboobz

sexta-feira, 19 de março de 2010

A contas com o café - parte II

Há pouco mais de um mês, decidi que iria iria levar café de casa num termo, ao invés de o comprar no local de trabalho. Tomei esta atitude quer por uma questão ecológica (menos copos de plástico para deitar fora/menos chávenas para lavar), quer por uma questão de poupança (5€/semana ainda é dinheiro).

Ao início, ainda recebi uns olhares meio estranhos dos meus colegas, que, mesmo habituados à minha forma de estar na vida, acharam que tinha ultrapassado o razoável. Entretanto, já se habituaram a ver o meu termo em cima da mesa :) Umas semanas mais tarde, uma colega comprou um termo igual ao meu e agora já somos duas a levar café de casa :)

(A propósito, já vi mais duas pessoas com termos semelhantes ao meu no Metro. Espero que, mais do que uma moda, este seja verdadeiramente um avanço no caminho da sustentabilidade ambiental.)





Além do café, ainda levo lanche e almoço de casa, pelo que não gasto quase nada durante a semana. Eu sei que nem todas as pessoas podem levar/querem almoço/café de casa, mas se puderem levar, pelo menos, o lanche de casa, vão ver a diferença que é ao final de apenas uma semana. E não é só uma questão de dinheiro - se levarem fruta, barras de cereais, sandes, etc - não só poupam dinheiro como ainda se alimentam melhor.

(Quanto à fruta, é sempre melhor comer peças de fruta do que andar a comprar suplementos vitamínicos, excepção feita às que são receitadas por indicação médica, claro. Vão directamente à fonte e poupam dinheiro, mais uma vez. Eu faço as minhas próprias barrinhas de cereais, mas tenho perfeita noção de que isso já é levar o espírito de poupança talvez longe de mais.)

Com toda a honestidade possível, posso dizer que, graças a estas atitudes, existe uma monstruosa diferença no dinheiro que se mantém na minha carteira.


A questão aqui não é fazer grandes sacrifícios que deixem as pessoas amarguradas e ressentidas com a cara-metade que ganha pouco/entidade patronal/governo (escolher o que se adequar),
mas sim de viver de forma mais sustentável ecologica e monetariamente falando.

No seguimento deste raciocínio, e se tiverem tempo, leiam
este artigo - retrata a experiência de uma família norte-americana que decidiu não gastar dinheiro durante um mês, à excepção da aquisição de bens essenciais. Embora a realidade deles esteja a uma galáxia e meia de distância da nossa, o texto coloca uma questão fundamental:

"Necessitamos mesmo de todas as coisas que compramos? A aquisição de coisas tem algum valor real nas nossas vidas? Não poderemos ser tão ou mais felizes gastando muito menos? "

E não pensem que esse mês de poupança foi fácil.... A triste verdade é que muitas pessoas se revêem no que querem/podem comprar/mostrar, mas mais importante do que cair num estado de auto-comiseração, porque nos apercebemos das limitações do nosso orçamento mensal, é fazer algo para mudar.





E só para assegurar que estamos todos no mesmo raciocínio, eu sei que existem pessoas a viver no limiar da pobreza e que dependem, infelizmente, de terceiros para assegurar a sua sobrevivência. Não é desses casos que estou a falar. Estou, sim, a pensar em pessoas que, com acesso a VISA's, créditos bancários, etc, acabam por ultrapassar os seus próprios limites (psicológicos, monetários, etc), sem muitas vezes terem consciência de tal facto.

Rustyboobz